Cerca de três meses mediaram entre o lançamento da primeira pedra e o início das obras de terraplanagem para a construção do futuro aeroporto de Beja, que estará operacional durante o segundo semestre de 2008.
O contrato de adjudicação das obras da primeira fase foi assinado em 26 de Janeiro e, no dia seguinte, o primeiro-ministro, José Sócrates, acompanhado por vários ministros, esteve no local, em S.Brissos, freguesia de Beja, onde "apadrinhou" o lançamento da primeira pedra. A 16 de Março começou a instalação do estaleiro.
Mourato Grilo, vogal do Conselho de Administração da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), que vai acompanhar o desenrolar das obras, assegurou ao JN que "não há atrasos na obra" e garantiu que o aeroporto "estará pronto a operar no segundo semestre de 2008".
As obras da primeira fase estão orçadas em dez milhões de euros deverão demorar um ano, "incluem terraplanagens e a construção de placas de estacionamento, áreas operacionais e estradas de ligação à BA11", disse o vogal da EDAB, recordando que a pista da unidade tem 4.500 metros de comprimento e 60 de largura.
A EDAB tem em curso a elaboração do projecto da segunda fase da empreitada, que deverá estar pronto ainda este mês e o respectivo concurso público internacional, que será lançado em Maio.
O aeroporto de Beja, que terá as componentes de carga e voos "charter" e "low-cost", é visto como alternativa aos de Lisboa e Faro. Já quanto ao novo aeroporto de Lisboa, Mourato Grilo disse que "quanto mais longe ficar de Beja melhor".
Francisco Santos, presidente da Câmara de Beja, assegurou ao JN que "a autarquia vai disponibilizar todo o apoio à EDAB, para que o aeroporto seja uma realidade para a região", lembrando que está em curso a revisão do Plano Director Municipal, "para permitir a instalação de novos investidores", concluiu.
A empresa adjudicatária das obras tem a laborar 25 trabalhadores, mas deverá chegar aos 200. A construção do aeroporto de Beja implicará um investimento superior a 33 milhões de euros, 70% dos quais assegurados por fundos comunitários (FEDER) e os restantes 30% transferidos através do Orçamento Geral do Estado, via PIDDAC.
